Um projeto de instalação de um imenso incinerador na cidade de Santos abrangendo todos os municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) está sendo apresentado: o “URE Valoriza Santos” (URE = Unidade de Recuperação de Energia). Mas será que este projeto realmente valoriza a cidade de Santos e as cidades vizinhas?
A tecnologia utilizada neste tipo de empreendimento é ultrapassada e não atende ao previsto na política nacional de resíduos sólidos, pois não prioriza a coleta seletiva e a reciclagem.
A queima de resíduos transforma 70% do lixo em emissões de gases tóxicos e de efeito estufa, além de gerar 30% de resíduos perigosos (cinzas) que irão exigir a construção de um aterro especial. Trata-se, portanto, de um projeto altamente insustentável.
Em 2004, na Convenção de Estocolmo, o Brasil ratificou o tratado da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecendo que os incineradores são uma das principais fontes de formação de dioxinas e furanos, poluentes orgânicos persistentes e bioacumulativos, que estão entre os mais tóxico produzidos pelo ser humano.
Além disso, o projeto não leva em conta fatores sociais e de saúde pública, pois, como na região atuam diversas associações e cooperativas de reciclagem, a incineração criaria um grave problema social, privando os trabalhadores das cooperativas de seu sustento.
Diante disso, os moradores da RMBS estão divulgando um abaixo-assinado em protesto contra a instalação da URE Valoriza Santos e propondo que, ao invés de se gastar dinheiro em uma tecnologia obsoleta como a incineração, sejam feitos investimentos em políticas públicas, especialmente aquelas voltadas à educação ambiental, à segregação de resíduos e reciclagem, e à contratação remunerada das cooperativas de reciclagem, com total apoio das Marias Mandato Coletivo! Quer assinar? Ainda dá tempo de participar desta causa!

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