As Marias são trabalhadoras como a professora universitária Aldenir Dida Dias, doutora em Ciências Sociais, integrante do PSOL desde a sua fundação. Compõe também a coordenação das Promotoras Legais Populares (PLPs), em Santos.
Nordestina, ex-empregada doméstica, mãe do Pedro e Gabriel, pesquisadora das relações étnico-raciais e de gênero, vem de uma longa história de luta das mulheres trabalhadoras, desde o final da década de 1970, junto à Pastoral da Juventude. Mais tarde nos sindicatos da Baixada Santista e no movimento de mulheres contra a carestia, por moradia e por creche ao lado de outras companheiras – como Gemma Rebello e dona Raimunda, sua mãe.
Dida esteve na construção e atuação de lutas nacionais como a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em Guarujá, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e mais tarde na criação da Intersindical, central da classe trabalhadora, bem como da Marcha Mundial de Mulheres, em 2000.
Militante partidária, prioriza a luta das mulheres nestes espaços e atua sempre junto aos movimentos populares contra o machismo e o racismo e na construção de um feminismo anticapitalista. Ela lembra que “lá no início já éramos feministas, mas não tínhamos essa consciência, pois o que nos chegava era um feminismo que não nos representava”.

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